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Nosso patrono - por que Albert Sabin?
Quando o Dr. Albert Bruce Sabin, há quinze anos passados, autorizou que nossa instituição fosse batizada com o seu nome, fez o seguinte pronunciamento:
"Sinto-me altamente honrado por ter o meu nome em uma escola de Ribeirão Preto. A mensagem que eu daria, não somente aos estudantes do Liceu Albert Sabin, mas a todos os jovens é para que façam suas vidas mais dignas.

Posso citar alguns dos princípios que norteiam a minha vida e que gostaria de deixar para vocês:

Lembre-se sempre do principal mandamento "O que é ruim para você, não faça aos outros" - O que lhe fere, não faça ao próximo".

Lembrem-se também do que disse o sábio israelita Hillel: "Se você não for por si mesmo, quem será? Mas se você for por si mesmo, o que você será!". Isso significa que cada pessoa tem a responsabilidade primeira de fazer o melhor por si mesmo. Então estará em condições de assumir a sua responsabilidade de fazer também algo pelos outros..." (Dr. Albert Sabin - 1991)

Nosso trabalho pedagógico, norteia-se, também, na história de vida e na forma de ser de nosso patrono.

Sabin foi, principalmente, um humanista de grande visão, um homem engajado através da palavra e do trabalho na história e no destino do seu tempo. Teve os conceitos de liberdade e de realização com a própria razão de ser de sua existência, traçando a soma dessas duas motivações o seu luminoso caminho, não apenas como um mestre da ciência, mas como um humanista, como um homem engajado na história e no destino de seu tempo, um homem voltado para as dificuldades e aspirações de seus contemporâneos ma extensão de todo planeta.

Das dezenas de comendas e condecorações que recebeu de governos e de instituições científicas, das centenas de homenagens das quais foi o protagonista, nada tocava tão profundamente a sua sensibilidade como pode estar ao lado de crianças de todas as raças, livres, graças a ele, de contraírem o vírus da poliomielite, a paralisia infantil que tirou vidas e mutilou pessoas no decorrer dos séculos. E a sua alegria era ainda maior quando tirava o paletó e a sua gravata das recepções para vestir uma roupa ao estilo da campanha e sair comandando, pessoalmente, em cidades grandes ou pequenas aldeias, uma ação coordenada de vacinação em massa.

O contato permanente com a realidade que o orientou no sentido de se preocupar com todos os aspectos da condição humana. Se a vacina colaborou de forma definitiva para dar uma consistência mais segura ao físico das pessoas, seus conceitos e ensinamentos ajudaram sobretudo a humanidade a desenvolver um espírito mais solidário e altruísta.

Albert Bruce Sabin nasceu no dia 26 de agosto de 1906, em Bialistok, Rússia. As perseguições religiosas que resultaram em sangrentos pogroms contra os judeus levaram sua família a emigrar para os Estados Unidos, em 1921, onde se radicou em Nova Jersey. Atravessaram um período difícil de adaptação e muita pobreza até que um tio, já estabelecido, decidiu ajudar o jovem sobrinho a estudar, desde que fosse odontologia. Em 1931, embalado pela leitura de um best-seller da época, o livro Caçadores de Micróbios, de Paul Kuif, resolveu dedicar-se a pesquisa científica, mesmo porque já tinha o diploma de médico, da Universidade de Nova Iorque, em vez do canudo de dentista. Na verdade, a atividade nos laboratórios fascinava-o desde o início da faculdade, tendo trabalhado em pesquisas biomédicas ainda quando estudante.

No decorrer de todos os anos depois de graduado, Sabin mantinha especial preocupação com a poliomielite. Entre os cuidados a pacientes e encargos científicos, pesquisava uma fórmula que permitisse a produção de uma vacina contra a doença, até então incurável. Foram 30 anos de um trabalho intermitente, mas nem por isso incessante. Morre aos 86 anos de idade em 03 de março de 1993 às 12h35mim em Washington (EUA) de ataque cardíaco.

 
Modelo pedagógico
A vivência, que é finita, torna-se infinita (e ultrapassa a morte) graças à linguagem.
W. Benjamin

A palavra tem papel fundamental no desenvolvimento psíquico do homem, duplicando-lhe o mundo e dando-lhe a possibilidade de operar mentalmente mesmo com os objetos ausentes: o homem é possuidor de um mundo duplo, o dos objetos captados diretamente e o das imagens, ações, qualidades e relações que são designadas pelas palavras.

Um dos papéis mais importantes da palavra para o homem está no fato de ela poder transformá-lo, dar uma nova dimensão à sua consciência que, por sua vez, possibilita-lhe refletir sobre sua realidade e agir sobre ela.

Assim sendo, pensamento verbal e fala, unidos pelo elo indissociável do significado das palavras, são um instrumento vital na mediação de uma consciência para outra consciência, na interação entre os homens.

Considerada, então, essa importância, foi a construção de uma concepção sobre o processo de alfabetização, do seu significado na vida do indivíduo e da sua função na sociedade que deu às teoria pedagógicas subsídios para uma prática de ensino que se afasta cada vez mais de concepções mecânicas e simplistas. Por esses antigos métodos, delimitavam-se as estratégias utilizadas pelas crianças no processo de aprendizagem, impedindo-as de serem sujeitos de seu próprio discurso e agentes históricos da realidade de que fazem parte.

O aprendizado artificial, fragmentado, a linguagem tratada homogeneamente, sem nenhuma abertura para a estilística ou para o contexto que contemple a experiência do aluno passaram a constituir-se como condutas pedagógicas limitadas que deixaram de atender às exigências da sociedade contemporânea: cenário de múltiplas e complexas exigências.

Ensinar a partir de modelos – alguns manuais ainda o fazem – não preenche as exigências de uma realidade que impõe autonomia e iniciativa.

Assim, descartou-se, na edificação do projeto pedagógico do Liceu Albert Sabin, todo e qualquer modelo empirista e mecanicista em que a experiência, a criatividade, a inventividade do aluno e a formação do professor pudessem ser desmerecidas.

Sob a égide de um ensino que se pretende verdadeiramente progressista, o modelo pedagógico de nossa instituição se apóia na idéia de que o homem é capaz, por meio da educação, de mudar a si mesmo, dando uma outra dimensão à sua consciência, justamente porque é homem, porque é capaz de discernir e de reconhecer que ele não existe num mundo pronto e acabado, mas que ele habita um cenário que por ele é continuamente recriado.

Assim sendo, a partir dos postulados vygotzkianos, propomos um modelo de abordagem interacionista como orientação da prática pedagógica do Liceu Albert Sabin, entendendo “interacionista” como uma íntima conexão entre fatores educacionais, sociais e cognitivos.

 
Objetivos gerais

Todos nos desenvolvemos em diferentes contextos educativos, e a escola é apenas um deles; entretanto, nas sociedades contemporâneas, o aumento do conhecimento e da especialização exige novas aprendizagens cuja aquisição requer uma ajuda intencional, planejada e sistemática: eis a importância da educação formal que se desenvolve na instituição escolar.

A existência da educação escolar, especialmente em seus níveis básicos e obrigatórios, só se legitima plenamente mediante sua indispensável função de contribuir para que as crianças e os jovens adquiram as competências necessárias para se incorporarem como membros de pleno direito à sociedade à qual pertencem.

Desse ponto de vista, o Liceu Albert Sabin – Educação Infantil e Ensino Fundamental – tem, como objetivo geral, inserido no seu projeto pedagógico, oferecer aos membros das novas gerações as experiências de aprendizagem que lhes permitam se incorporarem ativa e criticamente à sociedade de que eles fazem parte.

Um ensino com significado, em que o discurso pedagógico dialogue com o discurso social, tem como meta maior o exercício de uma aprendizagem que confira confiança e autonomia aos nossos jovens e crianças, a fim de que possam renovar, permanentemente, a construção da realidade à sua volta e a reconstrução de si mesmos como seres cada vez mais éticos e humanos.

 
 
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Liceu Albert Sabin - Educação Infantil e Ensino Fundamental
Av. Luís Eduardo de Toledo Prado, 2170, Vila do Golfe - Ribeirão Preto - SP
16 3602 5250