Liceu Albert Sabin - Quem Somos - Dr. Albert Sabin


Dr. Albert Sabin sempre teve os conceitos de liberdade e realização como razões de sua existência. Humanista de grande visão, traçou seu caminho não apenas como mestre da ciência, mas homem engajado no destino de seu tempo.

Toda a sua atividade científica está embasada na consciência de que o indivíduo, em qualquer parte do mundo e sob quaisquer circunstâncias, é o responsável pelo bem-estar e felicidade de seu semelhante.

Foram esses os principais motivos que nos levaram a escolher Dr. Albert Sabin para patrono de nossa escola. Além de inspirar nossos jovens, sua história de vida ainda norteia o trabalho pedagógico que realizamos no Liceu Albert Sabin.


LICEU ALBERT SABIN POR DR. ALBERT SABIN



Em 1991, Dr. Albert Sabin nos autorizou a batizar a nossa escola com seu nome e, na ocasião, fez o seguinte pronunciamento:

"Sinto-me altamente honrado por ter o meu nome em uma escola de Ribeirão Preto. A mensagem que eu deixaria, não somente aos estudantes do Liceu Albert Sabin, mas a todos os jovens, é para que façam suas vidas mais dignas. Posso citar alguns dos princípios que norteiam a minha vida e que gostaria de deixar para vocês:

Lembrem-se sempre do principal mandamento: ‘o que é ruim para você, não faça aos outros – o que o fere, não faça ao próximo’”.




  1. BIOGRAFIA DR. ALBERT SABIN


  2. Albert Bruce Sabin nasceu no dia 26 de agosto de 1906 na Polônia. As perseguições religiosas que resultaram em sangrentos pogroms contra os judeus levaram sua família a emigrar para os Estados Unidos, em 1921, onde se radicou em Nova Jersey. Atravessaram um período difícil de adaptação e muita pobreza até que um tio, já estabelecido, decidiu ajudar o jovem sobrinho a estudar, desde que fosse odontologia. O rapaz fez boa amizade e a conservou para sempre com uma prima, filha desse tio, que nos anos 30 viria a tornar-se um nome de primeira linha entre as atrizes dramáticas de Hollywood: Sílvia Sidney. Enquanto ele estudava arcadas dentárias, ela estudava textos do teatro clássico, até Sabin perceber que aquela não era sua vocação. Em 1931, embalado pela leitura de um best-seller da época, o livro Caçadores de Micróbios, de Paul Kuif, resolveu dedicar-se a pesquisa científica, mesmo porque já tinha o diploma de médico, da Universidade de Nova Iorque, em vez do canudo de dentista. Na verdade, a atividade nos laboratórios fascinava-o desde o início da faculdade, tendo trabalhado em pesquisas biomédicas ainda quando estudante. Depois de formado, foi interno do Bellevue Hospital, também em Nova Iorque, dando ênfase a medicina interna, patologia e cirurgia. A competência levou-o a Londres, em 1934, onde atuou num instituto de medicina preventiva, na qualidade de representante do conselho Americano de Pesquisas. Regressou aos Estados Unidos e foi subindo na carreira, em diferentes hospitais e instituições científicas do país, até ser convocado para as forças armadas, durante a Segunda Guerra Mundial. Nessa ocasião, dedicou-se especialmente ao estudo das ciências epidêmicas, incumbido de missões especiais nas Filipinas, Egito, Coréia, China, Japão e na antiga Palestina.

    No decorrer de todos os anos depois de graduado, Sabin mantinha especial preocupação com a poliomielite. Entre os cuidados a pacientes e encargos científicos, pesquisava uma fórmula que permitisse a produção de uma vacina contra a doença, até então incurável. Foram 30 anos de um trabalho intermitente, mas nem por isso incessante. Das dezenas de comendas e condecorações que recebeu de governos e de instituições científicas, das centenas de homenagens das quais foi o protagonista, nada tocava tão profundamente a sua sensibilidade como pode estar ao lado de crianças de todas as raças, livres, graças a ele, de contraírem o vírus da poliomielite, a paralisia infantil que tirou vidas e mutilou pessoas no decorrer dos séculos. E a sua alegria era ainda maior quando tirava o paletó e a sua gravata das recepções para vestir uma roupa ao estilo da campanha e sair comandando, pessoalmente, em cidades grandes ou pequenas aldeias, uma ação coordenada de vacinação em massa.

    Para Sabin, mais do que um trabalho médico, essa tarefa correspondia a uma missão que o absorveu durante a maior parte da vida, desde as pesquisas iniciais da vacina que em seu nome, nos laboratórios, até a sua aplicação por via oral, em gotas, a milhões de crianças.

    Foi com certeza, este contato permanente com a realidade que o orientou no sentido de se preocupar com todos os aspectos da condição humana. Se a vacina colaborou de forma definitiva para dar uma consistência mais segura ao físico das pessoas, seus conceitos e ensinamentos ajudaram sobretudo a humanidade a desenvolver um espírito mais solidário e altruísta. Enquanto viveu, Albert Sabin impregnou sua atividade científica de uma profunda consciência judaica, a partir da qual qualquer homem, em qualquer parte do mundo, sob qualquer circunstâncias, é o responsável pelo bem-estar e pela felicidade de seu semelhante.

    Dr. Albert Sabin morreu aos 86 anos de idade em 03 de março de 1993 às 12h35mim em Washington (EUA) de ataque cardíaco.


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